<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7696843936805637585</id><updated>2012-03-14T13:22:20.447-03:00</updated><title type='text'>Taison Willian Sutil</title><subtitle type='html'>"Uma geração vai e outra geração vem; porém a terra para sempre permanece. E nasce o sol e põe-se. E volta ao seu lugar onde nasceu. O tempo nunca fica parado. Parece o vento. Vai pro sul e lá no frio fica ainda mais frio. Depois gira, gira no rumo norte. E tudo começa de novo! Ecles. I, 4,5,6.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://taisonsutil.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Taison Willian Sutil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03663828241323799412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-hrtHHxIuOMA/Tfv-9QUC-nI/AAAAAAAAAEs/Mfqh3yX3CtI/s220/Conseg2.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7696843936805637585.post-7983907639421922162</id><published>2012-02-27T14:08:00.004-03:00</published><updated>2012-02-27T22:16:00.447-03:00</updated><title type='text'>A Santa Inquisição - Por Caroline Faria</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Disponível em: http://www.infoescola.com/historia/a-santa-inquisicao/ &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me comprometi, comento abaixo parágrafo por parágrafo do texto escrito em um site que, acredito eu, deveria servir de instrumento para educação. Mas não é! Reunindo clichês esquerdistas com seu discurso que tenta ver a História como uma constante relação entre opressores e oprimidos e um anticatolicismo cínico, pois faz de tudo para não se identificar como tal e assim dissimular fatos em nome de “uma causa”, o pobre texto serve apenas de bandeira ideológica, mas jamais para educar. &lt;br /&gt;Pobres alunos, professores e outras mentes fracas que, nas primeiras linhas de um texto que está alinhado com seus próprios pensamentos, excitam-se de tal forma que não ousam sequer discordar ou questionar a veracidade das (des) informações ali presentes. &lt;br /&gt;Recentemente este texto me foi indicado por um ‘ateísta’ (não o ateu, mas o adepto da religião ateia) como se fosse um documento riquíssimo em informações. Comprometi-me a desmascarar o que vai escrito, mostrar a ingenuidade e a desonestidade moral da autora sobre o que vai escrito. &lt;br /&gt;Lembrando os ensinamentos do Pe. Paulo Ricardo nota-se que esses ateístas não passam de mentes revolucionárias: em seu pequeno cérebro imaginam como o mundo deveria ser. E se o mundo não é como imaginam... pior para o mundo! Então vamos lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Inquisição, ou Santa Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto já começa bem. A Inquisição não foi uma criação para CONDENAR, mas para JULGAR os hereges e as heresias. De que serviria uma instituição que criou um processo, se servisse tão somente para proferir condenações? A isso o próprio povo e os braços seculares da sociedade já faziam e, até nos dias atuais, na sociedade laica em que vivemos ocorre. O que a Igreja fez foi criar uma instituição jurídica que servia justamente para apurar se realmente havia heresia perante a fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fundado pelo Papa Gregório IX, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges (praticante de heresias; doutrinas ou práticas contrárias ao que é definido pela Igreja Católica) por praticarem atos considerados bruxaria, heresia ou simplesmente por serem praticantes de outra religião que não o catolicismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, longe do que ser exclusividade da Igreja Católica, mandar para a fogueira foi uma prática de época, adota posteriormente por protestantes calvinistas que queimavam justamente, católicos!&lt;br /&gt;Por outro lado, gostaria saber de onde a autora se baseia para mensurar os “milhares” que teriam sido mandados à fogueira. Pois não cabia aos tribunais inquisidores a execução da pena, mas sim ao braço civil do Estado. Dizer que o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges é preguiça de buscar informação, repetindo a ladainha que deve ter ouvido na faculdade, ou melhor, pura burrice mesmo. Bernardo de Guy, um famoso inquisidor dominicano, no período de 15 anos proferiu 930 sentenças, sendo elas: 139 absolvições, 132 penitências canônicas, 152 peregrinações, 307 prisões e, agora sim, 42 entregas ao poder civil, estas destinadas às execuções (Historia da Igreja, Daniel Rops, vol. IV, Ed. Quadrante, pág. 605, 1996, em Prof. Felipe Aquino, pag. 140, Ed. Cléofas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquece a autora do detalhe de que houve pessoas condenadas por práticas contrárias à fé também pelo Estado, sem haver participação da Igreja, como os reis Roberto, o Piedoso em 1022 em Orleans, e Henrique III, em 1052, que mandava seus inimigos para a forca. Não é exagero dizer que a Santa Inquisição surgiu para evitar abusos e racionalizar os processos contra as heresias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A verdade é que embora o apogeu da Inquisição tenha se dado no século XVIII, as perseguições aos hereges pelos católicos, têm registros bem mais antigos. No século XII os “albigenses” foram massacrados a mando do Papa Inocêncio III que liderou uma cruzada contra aqueles que eram considerados os “hereges do sul da França” por pregarem a volta da Igreja às suas origens e a rejeição a opulência da Igreja da época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única obra que já li onde os cátaros são vistos como pobres vítimas massacradas por católicos foi no livro ‘O grande conflito’ de Ellen G. White. Mas lá, mais desonestamente ainda a abençoada escritora deturpa a História com mentiras a fim de confundir quem lê e combater a Igreja. A diferença entre ela e a autora deste texto é que ela assume mais explicitamente seu anticatolicismo. &lt;br /&gt;Os cátaros não buscavam uma volta da Igreja às suas origens, mas na realidade, professavam crenças gnósticas, e acreditavam que tudo o que fosse material e carnal deveria ser repelido, destruído. Proibiam o casamento, a posse de bens materiais e saqueavam e destruíam fazendas e promoviam suicídios coletivos e assassinatos. É óbvio que, mesmo na sociedade medieval, onde não havia um culto exagerado do corpo como nos dias atuais, mas sim da alma, tais práticas despertaram a reação do povo. &lt;br /&gt;Hoje são vitimados a fim de servir de cavalo de batalha contra a Igreja. Mas por que então não defendem suas práticas? Ao invés, fazem tudo ao contrário da doutrina albigense, como o culto do corpo, acúmulo de bens materiais. Para eles, a vida mundana dos ateístas e ideólogos de esquerda, com a busca insaciável pela realização material terrena, seria tudo fruto do Princípio do Mal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Em 1252, a situação que já era ruim, piora. O Papa Inocêncio IV publica um documento, o “Ad Exstirpanda”, onde autoriza o uso da tortura como forma de conseguir a conversão. O documento é renovado pelos papas seguintes reforçando o poder da Igreja e a perseguição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tortura não era o único, muito menos o principal, meio de prova. Falo em ‘meio de prova’, pois esse era o objetivo do processo contra a heresia, e não conseguir a conversão, já que essa era uma possível consequência no decorrer ou ao final da apuração do fato. Havia restrições, limites no uso da tortura, que a autora parece desconhecer. Se ao menos se desse ao trabalho de buscar o documento a que se refere, lá ela encontraria: “que os hereges capturados, sendo assassinos de almas, bem como ladrões de sacramentos de Deus e da fé cristã, (...) devem ser coagidos - como ladrões e bandidos - a confessar os seus erros e acusar os outros, embora se deva parar quando há perigo para a vida ou a saúde". Além disso, deveria haver outros meios de prova, pois tão somente a confissão sob tortura não tinham validade para a condenação. Inúmeros santos e teólogos da Igreja, posteriormente se manifestaram sobre o assunto, sendo que atualmente o Concílio Vaticano II se posicionou que a tortura é contrária à dignidade humana e condena de maneira inequívoca "tudo aquilo que constitui uma violação da integridade da pessoa humana, como são as mutilações, as torturas morais ou físicas ou as pressões psicológicas" (Concílio Vaticano II, Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, [7 de Dezembro de 1965], n. 27).&lt;br /&gt;A longa discussão durante séculos, dentro da Igreja, antes mesmo de qualquer ateísta se dar ao luxo de pensar o que é dignidade humana pode ser encontrada na página que reúne comentários sobre inúmeros documentos e escritos de santos: http://translate.googleusercontent.com/translate_c?anno=2&amp;hl=pt-BR&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;sl=en&amp;tl=pt&amp;u=http://www.rtforum.org/lt/lt119.html&amp;usg=ALkJrhiNwwRyzlqTQHkEtfuf99tiWXJ6cw ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Inquisição tomou tamanha força que mesmo os soberanos e os nobres temiam a perseguição pelo Tribunal e, por isso, eram obrigados a ser condizentes. Até porque, naquela época, o poder da Igreja estava intimamente ligado ao do estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como comentado acima, a Inquisição serviu de freio ao braço secular do Estado, responsável pela execução de penas. Soberanos e nobres não foram obrigados a ser condizentes com a perseguição do Tribunal, mas sim a seguir suas regras. Ao contrário, os fanáticos e poderosos da época já não condenavam por todo e qualquer motivo, muitos dos quais, que sequer eram religiosos. Foi um avanço para a época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mais terrível que qualquer episódio da história humana até então, a Inquisição enterrou a Europa sob um milênio de trevas deixando um saldo de incontáveis vítimas de torturas e perseguições que eram condenadas pelos chamados “autos de fé” – ocasião em que é lida a sentença em praça pública.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui são dois pontos distintos colocados em um prato só. &lt;br /&gt;Primeiramente quanto ao “autos de fé”. Antes de se chegar ao ‘saldo de incontáveis vítimas de torturas e perseguições” havia outras etapas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – Prédica solene (convocação dos hereges).&lt;br /&gt;II – Edito de perdão (a chance que o acusado tinha de se arrepender e lhe ser aplicada uma penitência).&lt;br /&gt;III – Edito de Fé (o povo promovia a acusação). &lt;br /&gt;IV – Daí sim o Auto de Fé (quando o réu era julgado e, caso condenado, era entregue ao braço secular do Estado, o responsável por promover a execução e não a leitura da sentença em praça pública). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o Estado e o povo, já não mais podiam condenar desenfreadamente. Aliás, a Europa da época, rural como era e em um longo período de vários séculos, não tinha uma vasta demografia que justifique o saldo de “incontáveis vítimas”. Não sei o que a autora vê de educativo, em inflar números. Isso ou é preguiça intelectual ou é pura artimanha mentirosa mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, hoje já bastante sabido que a Idade das Trevas é uma visão distorcida da História. A contribuição medieval da Igreja para a construção do mundo ocidental é gigante e não caberia aqui nesses comentários. Há muitas obras relacionadas ao assunto. É só pesquisar a contribuição dos monges e papas cientistas nessa época e se saberá de onde vem muito do conhecimento de várias áreas, como arquitetura, música, direito, astronomia, matemática, física, economia, etc. Também se saberá quem preservou o conhecimento e as línguas clássicas da destruição bárbara. Como então, a Igreja poderia perseguir a ciência, quando seus próprios filhos eram seus grandes guardiões? Isso sem falar no sistema universitário que perdura até hoje e nas inúmeras instituições universitárias da Europa que se mantém até a atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Galileu Galilei foi um exemplo bastante famoso da insanidade cristã na Idade Média: ele foi perseguido por afirmar através de suas teorias que a terra girava em torno do sol e não o contrário. Mas, para ele o episódio não teve mais implicações. Já outros como Giordano Bruno, o pai da filosofia moderna, e Joana D’Arc, que afirmava ser uma enviada de Deus para libertar a França e utilizava roupas masculinas, foram mortos pelo Tribunal do Santo Ofício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galileu não foi perseguido por causa de sua teoria, mas sim das implicações e provocações teológicas que promoveu. Afinal, na mesma época o Papa era um cientista e seu amigo, além do fato de que conceitos astronômicos nunca foram verdades de fé. A discussão referente ao tema é bem longa. Se não tiverem preguiça pode-se ler um artigo que trata bem do tema, na página (http://www.doutrinacatolica.com/modules/news/article.php?storyid=767&amp;page=0). &lt;br /&gt;Quanto à história de Giordano Bruno não a conheço, então ao contrário da autora, deixo de comentar o que me é alheio. Mas pelo que já ouvi falar, este foi um agitador, julgado sem segredos pelos seu erros. &lt;br /&gt;Já o comentário sobre Joana D’arc é outra manifestação de vadiagem intelectual. A francesa foi morta por mais por motivos políticos por pressão da Inglaterra. Não era uma herege. Tanto que a revisão do seu processo começou logo em seguida, em meados de 1456, sendo ela inocentada pelo Papa Calisto III, e considerado nulo o processo que a condenou. No começo do século XX a Igreja autorizou sua beatificação e, em 1920, foi canonizada pelo Papa Bento XV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma lista de livros proibidos foi publicada, o ”Index Librorum Prohibitorum” através da qual diversos livros foram queimados ou proibidos pela Igreja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei que salada a autora tentou fazer aqui, mas a lista dos livros não recomendados aos fiéis foi dada pelo Concílio de Trento, no século XVI, como reação ao avanço protestante. Até metade do século passada foi publicada uma atualização do index. E qual é o mal de a Igreja alertar seus fiéis (isso mesmo, bando de caras de pau, alertar os SEUS fiéis), para o repúdio de certas obras, pelos mais variados motivos incompatíveis com a fé e a moral cristã? Não são obras científicas, mas hereges, pagãs, promíscuas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Tribunal era bastante rigoroso quanto à condenação. O réu não tinha direito à saber (sic) o porquê e nem por quem havia sido condenado, não tinha direito a defesa e bastavam apenas duas testemunhas como prova.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o réu não sabia de nada, era condenado à revelia, sem defesa? Como já escrito havia fases no processo (Prédica solene, Edito de perdão, Edito de Fé, Auto de Fé), que possibilitavam justamente a defesa e a oportunidade de conversão, ao contrário do poder civil e do povo que condenavam sem aprofundamento. O Estado e os populares, já não mais podiam condenar desenfreadamente e fundamentar suas perseguições em motivos religiosos sem a intervenção da Igreja. Isso foi uma evolução para a época, pois ao contrário, possibilitava sim a defesa do acusado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O pior período da Inquisição foi durante a chamada Inquisição Espanhola (Século XV ao Século XIX). De caráter político, alguns historiadores afirmam que a Inquisição Espanhola foi uma forma que Fernando de Aragão encontrou de perseguir seus opositores, conseguir o poder total sobre os reinos de Castela e Aragão (Espanha) e ainda expulsar os judeus e muçulmanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é bem conhecida a tese de que o Reinado na Espanha se utilizou da Inquisição como instrumento político e de unificação ibérica, até mesmo pelo fato de o país ter acabado de se libertar do jugo islão e judeu. Agora dizer que teve por objetivo perseguir heresias em nome de dogmas católicos é colocar sardinha no meio do arroz doce.&lt;br /&gt;Contudo, por outro lado, a pesquisa histórica hoje já questiona se esse realmente foi o pior período. Há um documentário da BBC, bem interessante nesse sentido que mostra como países protestantes deturparam a imagem da Inquisição na Espanha devido a interesses comerciais e políticos. (A primeira parte, de um total de quatro, pode ser acessada nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=aGa1OXZZqBg). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero por fim deixar claro que não procuro converter ninguém. É certo que houve muitos erros ao longo da História por parte dos filhos da Igreja, mas sem dúvidas foram práticas decorrentes da aceitação e dos valores de cada tempo e que, oficialmente a Igreja nunca tentou esconder. Só que também não foram práticas tão monstruosas como tentam fazer crer os inimigos da Igreja nos dias atuais. Chegam ao ponto de dizer que a Igreja “matou milhões”. Se isso fosse verdade, como foi que ainda sobreviveram europeus até nossos dias? É um mistério, tendo em vista a parca população daquela época...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugiro para esse pessoal, que seria muito mais honesto se se assumissem anticatólicos de vez. Não ficar se escondendo atrás de suas crenças mitológicas, ninguém obrigará ninguém a negar suas convicções, ainda mais em uma sociedade anti-cristã em que vivemos. Só que assim como têm o direito de questionarem a Igreja, também há quem esteja disposto a defendê-la. Tenham um mínimo de vergonha na cara e coragem e assumam isto de vez. Ou têm medo de serem desmascarados e se decepcionarem com o que acreditam e pregam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentários que fiz não são frutos da “minha visão, da minha opinião”. Não! Esse relativismo bocó pregado atualmente não serve para tudo, muito menos para fatos, sejam eles atuais ou históricos. Mentir ou deturpar não é honesto! Compartilhar mentiras e deturpações é menos ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é daqueles que chegam a um orgasmo moral quando clichês contra a Igreja são proferidos, tenha ao menos o cuidado de analisar se são verdadeiros ou não. Ao contrário estarão fazendo o papel de idiotas que não se dão ao trabalho sequer de pensar sozinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Católicos e protestantes usaram de meios hoje repugnantes para condenar uns aos outros e às heresias durante certo período da História da Europa. Mas para matar, cometer atrocidades não precisa ser de qualquer dessas denominações cristãs. Até hoje se mata no Oriente Médio em nome de vertentes islâmicas. Depois do Renascimento muito se matou em nome da “razão”, a mesma deusa cultuada até hoje pelos ateístas que compartilham ‘meias-verdades’ nas redes sociais. Também muito se matou (e aqui sim falo com segurança em números, mas em milhões) e ainda se mata (na China, Coreia do Norte, Cuba), em nome de sistemas políticos e ideologias ateias como o socialismo e o comunismo. E porque não os condenam, esses grupos e governos não são alvos de indignações? Ou apenas a Igreja é que deve pagar eternamente, pelos excessos cometidos no passado por seus filhos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7696843936805637585-7983907639421922162?l=taisonsutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taisonsutil.blogspot.com/feeds/7983907639421922162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2012/02/santa-inquisicao-por-caroline-faria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/7983907639421922162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/7983907639421922162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2012/02/santa-inquisicao-por-caroline-faria.html' title='A Santa Inquisição - Por Caroline Faria'/><author><name>Taison Willian Sutil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03663828241323799412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-hrtHHxIuOMA/Tfv-9QUC-nI/AAAAAAAAAEs/Mfqh3yX3CtI/s220/Conseg2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7696843936805637585.post-7365859490147992184</id><published>2011-08-01T20:04:00.001-03:00</published><updated>2011-08-01T20:06:43.313-03:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a verdade</title><content type='html'>Por Willian Waiga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma laranjeira não produz laranja para ser laranjeira. Mas produz laranjas porque é uma laranjeira, é da natureza dela. Se você arranca todas as laranjas para que ela não seja mais laranjeira, achando que resolveu o problema. Não adiantará, porque logo ela voltara a produzir laranjas. É preciso mexer na sua natureza, um enxerto, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim acontece com a gente. Disso ninguém escapa. Somos maus por natureza: matamos, roubamos, usamos drogas, adquirimos DST, etc.. Etc(tera) rsrs. É tão simples. Dizem: não há bem nem mal, tudo é relativo. Simples, mal é o que faz mau. Bom é o que faz bem. Se eu bebo pra caralho, certamente terei cirrose, não é questão de regra ou lei... É quase que uma lei natural, assim como a da gravidade e tantas outras, Dizem "não acredito na verdade, não me submeto, sou racional, tenho opnião".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso prejudicar outras pessoas, matar em alta velocidade, atirar etc (é apenas um exemplo, há vários outros). Não há certo ou errado, dizem. Bom... Se concordam que o que faz bem é o que é certo, e o que é certo é o que é verdadeiro. Logo a verdade existe. As rosas exalam aroma, as fezes odores nojentos. As crianças amam... É tão simples quanto o sorriso de uma criança, não deixemos que nos enganem. há o que é vivo, e também o que não é: o morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, EXISTE Verdade, EXISTE Certo e Errado, EXISTE Bem e Mal. Sem moralismos ou hipocrisias. Tudo que é bom, tudo que faz bem, tudo que trás saúde, tudo que alegra! "a verdade é relativa, dãr! Eu tenho a minha você tem a tua! Dãr" Isso é opnião, não Verdade. Pode ter certeza que o amor faz bem a todos, que a alegria também, o amor, seja de mãe(o), de namorada(o), de irmão(ã) do seu cachorrinho, seja lá o que for. Cada um a seu jeito, com seu humor e temperamento. Verdade não é uma questão de opnião. ela não é relativa ela existe e é simples, é humilde e não tem pretensões, nem orgulho, nem inveja, nem nada que não faça bem, que não seja certo, que não seja verdadeiro. Não se engane com teorias mirabolantes, edifícios lógicos aparentemente incontestáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou pastor , nem padre, nem nada. Sou um cara normal como todo mundo, como todos que usam (ou não) redes sociais, facebook, msn, orkut, twiter etc. Podemos ser diferentes externamente, idade, sexo, cor da pele, status social, preferências etc... Etc. Mas nossos corações são iguais, passam pelos mesmos conflitos, aflições, anseios e vazios. e sei que na mente de muitos há dúvidas sobre a verdade, o certo o errado, o bem o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Ainda mais agora com a pós modernidade. Em que MC créu e Bethoveen não tem diferença, onde um vazo sanitário quebrado é tão arte quanto uma pintura de Picasso, onde Nietzsche anunciou a morte de Deus profeta de uma cultura niilista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde Focault matou o homem, entendendo-o apenas como um enunciado qualquerOnde Derrida o terrível desconstrucionista de discursos se sente em casa. Onde a ciência é apenas mais um signo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Onde o discurso filosófico vale tanto quanto um bate papo frívolo. Nos sentiamos confortáveis (conforme o nosso pensamento Ocidental) em saber que a história tinha um começo (criação), um climax(vinda do Messias) e um tempo final (julgamento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos lançaram ao vazio, à mêrce da própria sorte cada um por si, olho por olho, consumismo, individualismo, egoísmo. Onde sabemos que é o fim da história (única), mas, em que há várias histórias particulares. Por isso tanto se fala em multiculturalismo, e atender ao particular. O sujeito vive sem projetos, sem ideais, a não ser cultuar sua auto imagem e buscar a satisfação aqui e agora. Narcisista e vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde a arte "morreu" ou está em ocaso. ‎"Tudo vale" e todos os discursos são válidos. Uma crise ética e estética,  de moral e de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Onde ocorre a morte da verdade objetiva. enfim o mundo se pulveriza em signos. e viemos nos refugiar aqui, no mundo virtual Por que lá fora chove e faz frio. O que os homens nos trouxeram? Não há um sequer justo, todos mentirosos, Houve apenas Um e todos já viram falar de seus atos, ouviram suas histórias, sabem de sua fama, pois ela correu toda a terra. Não lembro quem disse que a Verdade e o Amor são faces da mesma moeda. A Verdade existe, e eu a conheço. Não está longe, em posse dos cientistas, dos filósofos, teólogos, das pessoas " importantes", da TV. Ela está aí bem perto de você. É  a Única Pessoa que te Ama de Verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Verdade é o sorriso de uma criança!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7696843936805637585-7365859490147992184?l=taisonsutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taisonsutil.blogspot.com/feeds/7365859490147992184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/08/ensaio-sobre-verdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/7365859490147992184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/7365859490147992184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/08/ensaio-sobre-verdade.html' title='Ensaio sobre a verdade'/><author><name>Taison Willian Sutil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03663828241323799412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-hrtHHxIuOMA/Tfv-9QUC-nI/AAAAAAAAAEs/Mfqh3yX3CtI/s220/Conseg2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7696843936805637585.post-7967959977648075914</id><published>2011-06-17T23:07:00.002-03:00</published><updated>2011-06-17T23:21:05.040-03:00</updated><title type='text'>AJAS  Brasil no FUC 2011</title><content type='html'>Na noite de quarta-feira (15/06/2011) Ajas Brasil e banda marcaram sua presença no 24º Festival Universitário da Canção, o FUC 2011, realizado no Cine Teatro Ópera, em Ponta Grossa (PR). O evento é promovido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)e neste ano teve &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;120 composições inscritas&lt;/span&gt;, dentre as quais apenas &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;32 selecionadas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ajas Brasil levou ao palco a canção "Brasileiro Sim Senhor" (autores: Alcimar da Silva e Joelma Karpinski). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/PSOF85eYSrg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7696843936805637585-7967959977648075914?l=taisonsutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taisonsutil.blogspot.com/feeds/7967959977648075914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/06/ajas-brasil-no-fuc-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/7967959977648075914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/7967959977648075914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/06/ajas-brasil-no-fuc-2011.html' title='AJAS  Brasil no FUC 2011'/><author><name>Taison Willian Sutil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03663828241323799412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-hrtHHxIuOMA/Tfv-9QUC-nI/AAAAAAAAAEs/Mfqh3yX3CtI/s220/Conseg2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/PSOF85eYSrg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7696843936805637585.post-6726195444003582885</id><published>2011-06-08T19:13:00.006-03:00</published><updated>2011-06-10T13:30:20.072-03:00</updated><title type='text'>“É um trabalho constante, que não tem fim”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-vXc4F4DVrgI/Te_3TTpkemI/AAAAAAAAAEk/uhvhOcOVgP0/s1600/Dr.%2BJairo%2B%252813%2529.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vXc4F4DVrgI/Te_3TTpkemI/AAAAAAAAAEk/uhvhOcOVgP0/s320/Dr.%2BJairo%2B%252813%2529.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615979171418503778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Entrevista - Jairo Luiz Duarte de Camargo&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A frente dos trabalhos da Polícia Civil de Piraí do Sul (PR), o delegado Jairo Luiz Duarte de Camargo, em entrevista exclusiva ao blog na manhã do dia 08/06/2011, explica como funciona o combate ao tráfico de drogas, comenta a estrutura do Estado na repressão e fala sobre o papel dos usuários, da comunidade e da lei na luta contra o crime. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Thais Ribas Bueno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O combate ao tráfico de drogas é um trabalho que busca um fim, um termo, ou é um trabalho constante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo -&lt;/span&gt; é um trabalho constante a repressão ao tráfico de drogas. Tem que ser um trabalho de forma que venha a unir a repressão realizada pela polícia, e a prevenção, que pode ter uma parte realizada pela polícia, mas também ter a participação de outros órgãos públicos envolvidos, na conscientização no problema das drogas. Após isso a polícia entra com ações de combate ao tráfico, ou seja, a repressão pelos órgãos do Estado. É um trabalho constante, que não tem fim. Quando se está combatendo o tráfico de drogas, automaticamente estão diminuindo crimes contra o patrimônio, crimes contra a vida. Porque normalmente o tráfico de drogas leva o usuário a praticar crimes contra o patrimônio para conseguir drogas para satisfazer o seu vício e também leva a brigas por pontos de venda de drogas, onde pode gerar crimes relacionados a homicídios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabe-se que o Brasil não é um produtor de drogas. Não vemos fechamento de propriedades produtoras de maconha ou coca, por exemplo. Então como essas drogas chegam a uma cidade do interior, como Piraí do Sul?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo -&lt;/span&gt; normalmente essa droga entra pela fronteira do Paraná. O Estado é um corredor no tráfico de drogas, que saem do Paraguai, passam pelo Paraná e chegam a São Paulo ou Rio de Janeiro. Temos também outros canais, como a Bolívia, Colômbia, mas que saem da rota do Paraná. Portanto a entrada da droga geralmente se dá por Salto del Guairá (PY) e por Ciudad del Leste (PY). É uma fronteira bem extensa, com uma dificuldade muito grande de fazer uma varredura minuciosa para que pudéssemos evitar que essa droga entrasse no país. Então fica claro que a droga vem de fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O governo federal como responsável por cuidar das fronteiras tem cumprido seu papel de maneira satisfatória?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo -&lt;/span&gt; o governo federal e o governo estadual, em parceria, vêm tentando buscar ferramentas e novas formas que evitem que essa droga entre pelas fronteiras. Temos hoje uma atuação das Forças Armadas com poder de polícia na região de fronteira. Tem os trabalhos realizados pela polícia federal. A polícia militar tem uma unidade específica que trabalha na fronteira também. Todos somando esforços para que venhamos a evitar ou diminuir a entrada de drogas no País. Mas que é insatisfatório ainda, estamos ainda um pouco longe de chegarmos a essa qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A realidade é que as drogas chegam e não em pequena quantidade. A estrutura das polícias hoje é suficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo -&lt;/span&gt; na realidade quanto mais pessoas para administrar um problema desses facilitaria o combate à entrada dessas drogas. É um problema que não consegue se resolver em curto prazo, precisa de inclusão em orçamento, contratação de pessoas. O governo do estado tem mostrado que está nesse caminho, mas ainda precisamos pelo menos recuperar os quadros de uns dez, quinze anos atrás do efetivo da polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Qual é o papel real do usuário nesse quadro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo -&lt;/span&gt; o usuário é a pessoa que movimenta todo o tráfico de drogas. Se não existisse usuário, não teríamos o tráfico de drogas. E como combater os furtos. Se tiver o receptador, obviamente vamos ter crimes contra o patrimônio. Caso contrário, combatendo o receptador vamos diminuir a prática de furtos, não tem quem comprar o objeto furtado. E o tráfico é a mesma coisa. Se nós combatermos realmente a prática do uso das drogas, automaticamente também vamos atrapalhar o comércio das drogas, vai ter uma queda na venda.  Então temos que realmente bater em cima, a polícia tem que ter ações em cima dos usuários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E a comunidade, qual é o seu papel? Como ela auxilia as autoridades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo –&lt;/span&gt; a segurança pública não é uma responsabilidade exclusiva da polícia. Mas de todos. Todos têm um papel importante no combate, principalmente ao tráfico de drogas. As pessoas têm diversos canais para que venham cooperar com a polícia. Temos o 181 (disque denúncia), que é do conhecimento de todos, que realmente é sigiloso, ninguém vai ser identificado quando estiver cooperando com a polícia e passando informações via essa ferramenta. A polícia trabalha única e exclusivamente através dessas informações que chegam, principalmente no crime de tráfico de drogas. Então é um papel de extrema relevância. Sem a ajuda da população nós não vamos conseguir fazer um trabalho eficiente contra as drogas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Com o sistema legal aplicado hoje pela Justiça, ou seja, as leis atuais, um traficante a partir do momento em que é preso e retorna para a sociedade, vai se afastar do tráfico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo -&lt;/span&gt; acredito que é difícil a ressocialização de um traficante. Pelo que vemos na prática, quando um marido, vamos supor o chefe de família, acaba sendo preso por envolvimento com o tráfico de drogas, a esposa começa a fazer o tráfico, ou os filhos. É muito difícil recuperar um traficante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ou seja, seria uma questão social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo - &lt;/span&gt;é uma questão social. Sai da esfera da polícia. É um complexo de ações de diversos órgãos, diversos seguimentos da sociedade para que possamos recuperar um traficante, trabalhar a família dessa pessoa que ficou fora. Ter um trabalho em cima da própria família.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7696843936805637585-6726195444003582885?l=taisonsutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taisonsutil.blogspot.com/feeds/6726195444003582885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/06/e-um-trabalho-constante-que-nao-tem-fim_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/6726195444003582885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/6726195444003582885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/06/e-um-trabalho-constante-que-nao-tem-fim_08.html' title='“É um trabalho constante, que não tem fim”'/><author><name>Taison Willian Sutil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03663828241323799412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-hrtHHxIuOMA/Tfv-9QUC-nI/AAAAAAAAAEs/Mfqh3yX3CtI/s220/Conseg2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vXc4F4DVrgI/Te_3TTpkemI/AAAAAAAAAEk/uhvhOcOVgP0/s72-c/Dr.%2BJairo%2B%252813%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7696843936805637585.post-5416749211093245823</id><published>2011-04-25T13:53:00.002-03:00</published><updated>2011-04-25T13:55:47.042-03:00</updated><title type='text'>Uma nova classe social: a 'burguesia do capital alheio"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Estatais e empresas privadas financiarão festa das centrais. Ou: a sociedade pós-política e pré-totalitária&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Reinaldo Azevedo &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;Leio o noticiário e sou obrigado a constatar: estão tentando fundar no Brasil a sociedade pós-capitalista, pós-política e pós-ideológica. É, assim, um pré-totalitarismo. Mas, antes que chegue ao ponto, lá vai uma digressão que nos aproxima do tema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de volta. E, como não poderia deixar de ser, com saudade de vocês. De vez em quando, preciso dar uma folguinha a meus braços cansados. Na semana passada, fiz uma resenha sobre o livro “Fernando Pessoa - Uma Quase Autobiografia”, de José Paulo Cavalcanti Filho, que recomendo. Volta e meia me ocorre dedicar-me exclusivamente a temas dessa área, deixando a política pra lá. Se tantos se regalam com a fantasia do Tirano Virtuoso, por que não eu? Tiranos virtuosos sempre recorreram a quem soubesse arranjar com razoável destreza as palavras para conferir dimensão histórica — e até metafísica — ao mandonismo, dando uma aparência sublime ou à violência do Estado ou à vilania pura e simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os tempos andam hostis ao dissenso, melhor eu faria se me dedicasse ou a substantivos celestes ou à crônica cortesã. Pois é… Mas eu faço tudo errado mesmo: Pessoa não é a melhor rota para celebrar a “pax” com “o mundo que há”, e eu sou obcecado por chamar as coisas pelo nome que elas têm. No reino do Tirano Virtuoso, eu só aceitaria o papel de bobo da corte, que, à diferença da metáfora que se popularizou, era uma reserva de crítica moral, ainda que consentida. Enquanto dura a República, sigamos com as palavras e as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha ranhetice inatual deriva do fato de que tenho cá as minhas ortodoxias, inclusive e muito especialmente as políticas, daí o desconforto de alguns leitores ao constatar o que parece ser o permanente desacerto do blogueiro com o mundo. Alguns indagam indignados: “Mas você não gosta de nada? Tudo tem de ser objeto de crítica? Quando você relaxa?” Huuummm… Relaxo quando rezo, nunca pra pedir nada (mentira: se o avião balança muito, até peço; inútil fingir que é só pelos outros…)! Procuro é a clareza. Muito bem. Fim da digressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio que as seis centrais sindicais promoverão dois grandes eventos no próximo domingo, 1º de maio, Dia do Trabalho. Um deles será comandado pela CUT, a organização petista, e o outro, pelas demais centrais, numa festa unificada. Atenção! Mais uma vez, as estatais financiarão parte das atividades. Já está certa a participação da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e da Eletrobras. Cada cota custa de R$ 150 mil a R$ 200 mil. Mas não vá pensar o leitor que sindicatos de trabalhadores apelam apenas a estatais para realizar seu intento. Não! De jeito nenhum! Empresas privadas também financiam as manifestações dos trabalhadores. Já decidiram comprar cotas que variam de R$ 80 mil a R$ 200 mil a Brahma, as Casas Bahia, o Carrefour e o Pão de Açúcar e os bancos BMG, Bradesco e Itaú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um momento sublime da política brasileira! Unem-se, então, os sindicatos, as estatais — braços do Estado — e o capital privado para celebrar a “festa do trabalho”. É hora de voltar à minha ortodoxia — do tipo liberal, suspeito, mas é possível que até alguns antigos comunistas me acompanhassem nas objeções, ainda que certamente lutássemos em campos adversários. Se “estado”, “capital” e “trabalho” se juntam, onde está a necessária tensão,  que faz avançar as sociedades?  Quem ficou, como naquela música de Cazuza, que era tema da novela “Vale Tudo”, “na porta, estacionando os carros”? Se o leitor, contaminado pelo noticiário da semana retrasada, respondeu mentalmente “o povão”, retruco: “Errou, meu amigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Povão” não é categoria social. “Povão” não é conceito sociológico. “Povão” é o vulgo, é aquela massa amorfa de que tanto mais se desdenha quanto mais se adula; é a torcida para a qual se faz embaixadinha. Parte dele estará na praça, cantando com os artistas, com a cartela do bingo na mão, à espera dos sorteios. O PT, que promovia o confronto de classes, promove, agora, a conciliação. A nova classe social que está no poder — os sindicalistas que formam a burguesia do capital alheio — é a grande beneficiária desse modelo que une num abraço os “trabalhadores”, o estado e as empresas privadas, que também não têm do que reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se assistirá na praça a nada que não estejamos vendo na política. Vivemos um momento de tal sorte especial que os erros do governo são quase celebrados como um novo motivo para a união nacional… Topamos tudo, menos fazer política. Os órgãos do estado encarregados de vigiar o Executivo estão à beira do desmonte. Mas sindicatos, estado e capital privado celebram a sua união, como nas antigas fabulações totalitárias — esse modelo sem contradições atingiu seu ápice com Mussolini, na Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não participa da festa? São muitos milhões, acreditem, que não são beneficiários desse, por assim dizer, “regime”. Ao contrário: eles o sustentam com seu trabalho, seus impostos, seu estudo, seus esforços para progredir. São os brasileiros do MSP — o Movimento dos Sem-Política, que entregam aos estado boa parte daquilo que ganham e depois são obrigados a arcar com os custos da saúde privada, da educação privada e até da segurança privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se “eles” estão todos juntos, não duvidem: alguns dos “inimigos” estão na sociedade. Não por acaso, o “tema” da CUT neste ano nada tem a ver com o mundo do trabalho. Adi dos Santos Lima, presidente da central em São Paulo, explica: “A proposta é ir além da tradicional confraternização entre os trabalhadores e dar um passo para refletirmos sobre nossa condição de país afrodescendente e aprofundarmos a integração dos movimentos sociais e centrais sindicais brasileiros e africanos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, entendi, seja lá o que isso signifique. Os ditos “movimentos sociais” têm sido muito eficientes, como todos sabemos, em “desequalizar” o que a Constituição igualou, garantindo “direitos especiais” para seus represetados. Agora que está no poder, a CUT não tem mais nada a reivindicar nem do capital nem do estado. Sua tarefa é cassar alguns direitos dos cidadãos comuns.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7696843936805637585-5416749211093245823?l=taisonsutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taisonsutil.blogspot.com/feeds/5416749211093245823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/04/uma-nova-classe-social-burguesia-do_25.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/5416749211093245823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/5416749211093245823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/04/uma-nova-classe-social-burguesia-do_25.html' title='Uma nova classe social: a &apos;burguesia do capital alheio&quot;'/><author><name>Taison Willian Sutil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03663828241323799412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-hrtHHxIuOMA/Tfv-9QUC-nI/AAAAAAAAAEs/Mfqh3yX3CtI/s220/Conseg2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7696843936805637585.post-756574884257554870</id><published>2011-04-16T11:57:00.001-03:00</published><updated>2011-04-16T11:59:09.947-03:00</updated><title type='text'>No governo do PT, sindicatos ajudam a demitir; fosse de outro, apagariam incêndio com gasolina</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por Reinaldo Azevedo, em veja.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu encasqueto com uma idéia, não desisto facilmente. Um alfabetizado em sentido estrito leu direito o que escreveu FHC. Se também é alfabetizado moral, não vai distorcer o que está lá. Ao se referir ao “povão”, que não tem como ser disputado pelas oposições com o PT, deixou claro que se referia aos movimento sociais e sindicatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: ontem, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e representantes das empreiteiras e das centrais sindicais se reuniram para definir o que fazer com a usina de Jirau. Decidiriam: vão demitir 6 mil trabalhadores. E, claro!, cheio de moral, com aqueles cabelos tingidos que tentam disfarçar a idade, Lupi tentava disfarçar as demissões, chamando-as de “diminuição” do número de trabalhadores. A anunciou medidas enérgicas: está proibida a contratação de trabalhadores por meio de “gatos”, os intermediários de mão-de-obra que exercem com os trabalhadores uma relação de quase servidão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uau! Então a maior obra do PAC em andamento usava “gatos”? Há dias, vimos alojamentos em Campinas de construtoras que tocam o “Minha Casa, Minha Vida” que, segundo a NR-31, que regula o trabalho no campo, renderiam acusação de “trabalho escravo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cadê os sindicatos?&lt;br /&gt;Cadê as centrais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, estão sentados à mesa do poder ajudando a fazer demissões. O Elio Gaspari acreditou! Escreveu na Folha um texto cantando as glórias da vitória da peãozada e elogiando a destreza de Dilma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem essa mesma situação com o PT na oposição e um presidente tucano no Palácio. Os tontos-maCUTs já teriam desembarcado no canteiro de obras para apagar o incêndio com gasolina. No governo petista, são sócios do poder.  E, como vocês viram ontem, até parte da imprensa se nega a chamar “demissão” de “demissão”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção! Vão seis mil de uma vez só porque se descobriu que não dá para garantir a segurança do local com aquela multidão que lá estava. Invertidos os papéis, o PT já teria constituído uma comissão de parlamentares, com câmera no ombro e microfone na mão , para ver tudo de perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao texto de FHC: adianta o PSDB tentar disputar a burocracia sindical com os petistas? Não adianta! Pode, sim, e deve ir lá ver como vivem os trabalhadores de Jirau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7696843936805637585-756574884257554870?l=taisonsutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taisonsutil.blogspot.com/feeds/756574884257554870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/04/no-governo-do-pt-sindicatos-ajudam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/756574884257554870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/756574884257554870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/04/no-governo-do-pt-sindicatos-ajudam.html' title='No governo do PT, sindicatos ajudam a demitir; fosse de outro, apagariam incêndio com gasolina'/><author><name>Taison Willian Sutil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03663828241323799412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-hrtHHxIuOMA/Tfv-9QUC-nI/AAAAAAAAAEs/Mfqh3yX3CtI/s220/Conseg2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7696843936805637585.post-5779325013020951703</id><published>2011-04-15T11:00:00.000-03:00</published><updated>2011-04-15T11:27:55.422-03:00</updated><title type='text'>O Papel da Oposição</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-uSln9qnGGgE/TahQYAv9-DI/AAAAAAAAADo/NhVijvbjH1Y/s1600/fhc.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 209px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-uSln9qnGGgE/TahQYAv9-DI/AAAAAAAAADo/NhVijvbjH1Y/s320/fhc.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595810910456117298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;12/04/2011&lt;br /&gt;Em artigo, FHC recorda que “cabe às oposições, como é óbvio e quase ridículo de escrever, se oporem ao governo”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Paula Sholl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos, na década de 1970, escrevi um artigo com o título acima no jornal Opinião, que pertencia à chamada imprensa “nanica”, mas era influente. Referia-me ao papel do MDB e das oposições não institucionais. Na época, me parecia ser necessário reforçar a frente única antiautoritária e eu conclamava as esquerdas não armadas, sobretudo as universitárias, a se unirem com um objetivo claro: apoiar a luta do MDB no Congresso e mobilizar a sociedade pela democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só dez anos depois a sociedade passou a atuar mais diretamente em favor dos objetivos pregados pela oposição, aos quais se somaram também palavras de ordem econômicas, como o fim do “arrocho” salarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entretempo, vivia-se no embalo do crescimento econômico e da aceitação popular dos generais presidentes, sendo que o mais criticado pelas oposições, em função do aumento de práticas repressivas, o general Médici, foi o mais popular: 75% de aprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, não desanimávamos. Graças à persistência de algumas vozes, como a de Ulisses Guimarães, às inquietações sociais manifestadas pelas greves do final da década e ao aproveitamento pelos opositores de toda brecha que os atropelos do exercício do governo, ou as dificuldades da economia proporcionaram (como as crises do petróleo, o aumento da dívida externa e a inflação), as oposições não calavam. Em 1974, o MDB até alcançou expressiva vitória eleitoral em pleno regime autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que escrevo isso novamente, 35 anos depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para recordar que cabe às oposições, como é óbvio e quase ridículo de escrever, se oporem ao governo. Mas para tal precisam afirmar posições, pois, se não falam em nome de alguma causa, alguma política e alguns valores, as vozes se perdem no burburinho das maledicências diárias sem chegar aos ouvidos do povo. Todas as vozes se confundem e não faltará quem diga – pois dizem mesmo sem ser certo – que todos, governo e oposição, são farinhas do mesmo saco, no fundo “políticos”. E o que se pode esperar dos políticos, pensa o povo, senão a busca de vantagens pessoais, quando não clientelismo e corrupção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do autoritarismo era mais fácil fincar estacas em um terreno político e alvejar o outro lado. Na situação presente, as dificuldades são maiores. Isso graças à convergência entre dois processos não totalmente independentes: o “triunfo do capitalismo” entre nós (sob sua forma global, diga-se) e a adesão progressiva – no começo envergonhada e por fim mais deslavada – do petismo lulista à nova ordem e a suas ideologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a estes processos somarmos o efeito dissolvente que o carisma de Lula produziu nas instituições, as oposições têm de se situar politicamente em um quadro complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complexidade crescente a partir dos primeiros passos do governo Dilma que, com estilo até agora contrastante com o do antecessor, pode envolver parte das classes médias. Estas, a despeito dos êxitos econômicos e da publicidade desbragada do governo anterior, mantiveram certa reserva diante de Lula. Esta reserva pode diminuir com relação ao governo atual se ele, seja por que razão for, comportar-se de maneira distinta do governo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cedo para avaliar a consistência de mudanças no estilo de governar da presidente Dilma. Estamos no início do mandato e os sinais de novos rumos dados até agora são insuficientes para avaliar o percurso futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;É preciso refazer caminhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de especificar estes argumentos, esclareço que a maior complexidade para as oposições se firmarem no quadro atual – comparando com o que ocorreu no regime autoritário, e mesmo com o petismo durante meu governo, pois o PT mantinha uma retórica semianticapitalista – não diminui a importância de fincar a oposição no terreno político e dos valores, para que não se perca no oportunismo nem perca eficácia e sentido, aumentando o desânimo que leva à inação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso, portanto, refazer caminhos, a começar pelo reconhecimento da derrota: uma oposição que perde três disputas presidenciais não pode se acomodar com a falta de autocrítica e insistir em escusas que jogam a responsabilidade pelos fracassos no terreno “do outro”. Não estou, portanto, utilizando o que disse acima para justificar certa perplexidade das oposições, mas para situar melhor o campo no qual se devem mover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as forças governistas foram capazes de mudar camaleonicamente a ponto de reivindicarem o terem construído a estabilidade financeira e a abertura da economia, formando os “campeões nacionais” – as empresas que se globalizam – isso se deu porque as oposições minimizaram a capacidade de contorcionismo do PT, que começou com a Carta aos Brasileiros de junho de 1994 e se desnudou quando Lula foi simultaneamente ao Fórum Social de Porto Alegre e a Davos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o sinal de “adeus às armas”: socialismo só para enganar trouxas, nacional–desenvolvimentismo só como “etapa”. Uma tendência, contudo, não mudou, a do hegemonismo, ainda assim, aceitando aliados de cabresto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segmentos numerosos das oposições de hoje, mesmo no PSDB, aceitaram a modernização representada pelo governo FHC com dor de consciência, pois sentiam bater no coração as mensagens atrasadas do esquerdismo petista ou de sua leniência com o empreguismo estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não reivindicaram com força, por isso mesmo, os feitos da modernização econômica e do fortalecimento das instituições, fato muito bem exemplificado pela displicência em defender os êxitos da privatização ou as políticas saneadoras, ou de recusar com vigor a mentira repetida de que houve compra de votos pelo governo para a aprovação da emenda da reeleição, ou de denunciar atrasos institucionais, como a perda de autonomia e importância das agências reguladoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira, só para dar mais alguns exemplos, o Proer e o Proes, graças aos quais o sistema financeiro se tornou mais sólido, foram solenemente ignorados, quando não estigmatizados. Os efeitos positivos da quebra dos monopólios, o do petróleo mais que qualquer outro, levando a Petrobras a competir e a atuar como empresa global e não como repartição pública, não foram reivindicados como êxitos do PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estupendo sucesso da Vale, da Embraer ou das teles e da Rede Ferroviária sucumbiu no murmúrio maledicente de “privatarias” que não existiram. A política de valorização do salário mínimo, que se iniciou no governo Itamar Franco e se firmou no do PSDB, virou glória do petismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas compensatórias iniciadas no governo do PSDB – as bolsas – que o próprio Lula acusava de serem esmolas e quase naufragaram no natimorto Fome Zero – voltaram a brilhar na boca de Lula, pai dos pobres, diante do silêncio da oposição e deslumbramento do país e… do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escrevo isso como lamúria, nem com a vã pretensão de imaginar que é hora de reivindicar feitos do governo peessedebista. Inês é morta, o passado… passou. Nem seria justo dizer que não houve nas oposições quem mencionasse com coragem muito do que fizemos e criticasse o lulismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vozes dos setores mais vigorosos da oposição se estiolaram, entretanto, nos muros do Congresso e este perdeu força política e capacidade de ressonância. Os partidos se transformaram em clubes congressuais, abandonando as ruas; muitos parlamentares trocaram o exercício do poder no Congresso por um prato de lentilhas: a cada nova negociação para assegurar a “governabilidade”, mais vantagens recebem os congressistas e menos força político-transformadora tem o Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que a maioria dos partidos e dos parlamentares foi entrando no jogo de fazer emendas ao orçamento (para beneficiar suas regiões, interesses – legítimos ou não – de entidades e, por fim, sua reeleição), o Congresso foi perdendo relevância e poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consequentemente, as vozes parlamentares, em especial as de oposição, que são as que mais precisam da instituição parlamentar para que seu brado seja escutado, perderam ressonância na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a aceitação sem protesto do “modo lulista de governar” por meio de medidas provisórias, para que serve o Congresso senão para chancelar decisões do Executivo e receber benesses? Principalmente, quando muitos congressistas estão dispostos a fazer o papel de maioria obediente a troco da liberação pelo Executivo das verbas de suas emendas, sem esquecer que alguns oposicionistas embarcam na mesma canoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente, uma importante modificação institucional, a descentralização da ação executiva federal, estabelecida na Constituição de 1988 e consubstanciada desde os governos Itamar Franco e FHC, diluiu sua efetividade técnico–administrativa em uma pletora de recursos orçamentários “carimbados”, isto é, de orientação político-clientelista definida, acarretando sujeição ao Poder Central, ou, melhor, a quem o simboliza pessoalmente e ao partido hegemônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, diminuiu o papel político dos governadores, bastião do oposicionismo em estados importantes, pois a relação entre prefeituras e governo federal saltou os governos estaduais e passou a se dar mais diretamente com a presidência da República, por meio de uma secretaria especial colada ao gabinete presidencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, por outra parte, existe – ou existiu até a pouco – certa folga fiscal e a sociedade passa por período de intensa mobilidade social movida pelo dinamismo da economia internacional e pelas políticas de expansão do mercado interno que geram emprego, o desfazimento institucional produzido pelo lulismo e a difusão de práticas clientelísticas e corruptoras foram sendo absorvidos, diante da indiferença da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época do mensalão, houve um início de desvendamento do novo Sistema (com S maiúsculo, como se escrevia para descrever o modelo político criado pelos governos militares).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ainda havia indignação diante das denúncias que a mídia fazia e os partidos ecoavam no Parlamento. Pouco a pouco, embora a mídia continue a fazer denúncias, a própria opinião pública, isto é, os setores da opinião nacional que recebem informações, como que se anestesiou. Os cidadãos cansaram de ouvir tanto horror perante os céus sem que nada mude. Diante deste quadro, o que podem fazer as oposições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Definir o público a ser alcançado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, não manter ilusões: é pouco o que os partidos podem fazer para que a voz de seus parlamentares alcance a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que as oposições se deem conta de que existe um público distinto do que se prende ao jogo político tradicional e ao que é mais atingido pelos mecanismos governamentais de difusão televisiva e midiática em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As oposições se baseiam em partidos não propriamente mobilizadores de massas. A definição de qual é o outro público a ser alcançado pelas oposições e como fazer para chegar até ele e ampliar a audiência crítica é fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo “aparelhou”, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, dirão os céticos, as oposições estão perdidas, pois não atingem a maioria. Só que a realidade não é bem essa. Existe toda uma gama de classes médias, de novas classes possuidoras (empresários de novo tipo e mais jovens), de profissionais das atividades contemporâneas ligadas à ti (tecnologia da informação) e ao entretenimento, aos novos serviços espalhados pelo Brasil afora, às quais se soma o que vem sendo chamado sem muita precisão de “classe c” ou de nova classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo imprecisamente porque a definição de classe social não se limita às categorias de renda (a elas se somam educação, redes sociais de conexão, prestígio social, etc.), mas não para negar a extensão e a importância do fenômeno. Pois bem, a imensa maioria destes grupos – sem excluir as camadas de trabalhadores urbanos já integrados ao mercado capitalista – está ausente do jogo político-partidário, mas não desconectada das redes de internet, Facebook, YouTube, Twitter, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a estes que as oposições devem dirigir suas mensagens prioritariamente, sobretudo no período entre as eleições, quando os partidos falam para si mesmo, no Congresso e nos governos. Se houver ousadia, os partidos de oposição podem organizar-se pelos meios eletrônicos, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates verdadeiros sobre os temas de interesse dessas camadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só isso: as oposições precisam voltar às salas universitárias, às inúmeras redes de palestras e que se propagam pelo país afora e não devem, obviamente, desacreditar do papel da mídia tradicional: com toda a modernização tecnológica, sem a sanção derivada da confiabilidade, que só a tradição da grande mídia assegura, tampouco as mensagens, mesmo que difundidas, se transformam em marcas reconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da persistência e ampliação destas práticas, é preciso buscar novas formas de atuação para que a oposição esteja presente, ou pelo menos para que entenda e repercuta o que ocorre na sociedade. Há inúmeras organizações de bairro, um sem-número de grupos musicais e culturais nas periferias das grandes cidades, etc., organizações voluntárias de solidariedade e de protesto, redes de consumidores, ativistas do meio ambiente, e por aí vai, que atuam por conta própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o anacronismo das instituições político-partidárias, seria talvez pedir muito aos partidos que mergulhem na vida cotidiana e tenham ligações orgânicas com grupos que expressam as dificuldades e anseios do homem comum. Mas que pelo menos ouçam suas vozes e atuem em consonância com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deve existir uma separação radical entre o mundo da política e a vida cotidiana, nem muito menos entre valores e interesses práticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo interconectado de hoje, vê-se, por exemplo, o que ocorre com as revoluções no meio islâmico, movimentos protestatórios irrompem sem uma ligação formal com a política tradicional. Talvez as discussões sobre os meandros do poder não interessem ao povo no dia-a-dia tanto quanto os efeitos devastadores das enchentes ou o sufoco de um trânsito que não anda nas grandes cidades. Mas, de repente, se dá um “curto-circuito” e o que parecia não ser “política” se politiza. Não foi o que ocorreu nas eleições de 1974 ou na campanha das “diretas já”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes momentos, o pragmatismo de quem luta para sobreviver no dia-a-dia lidando com questões “concretas” se empolga com crenças e valores. O discurso, noutros termos, não pode ser apenas o institucional, tem de ser o do cotidiano, mas não desligado de valores. Obviamente em nosso caso, o de uma democracia, não estou pensando em movimentos contra a ordem política global, mas em aspirações que a própria sociedade gera e que os partidos precisam estar preparados para que, se não os tiverem suscitado por sua desconexão, possam senti-los e encaminhá-los na direção política desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria erro fatal imaginar, por exemplo, que o discurso “moralista” é coisa de elite à moda da antiga UDN. A corrupção continua a ter o repúdio não só das classes médias como de boa parte da população. Na última campanha eleitoral, o momento de maior crescimento da candidatura Serra e de aproximação aos resultados obtidos pela candidata governista foi quando veio à tona o “episódio Erenice”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso ter coragem de dar o nome aos bois e vincular a “falha moral” a seus resultados práticos, negativos para a população. Mais ainda: é preciso persistir, repetir a crítica, ao estilo do “beba Coca Cola” dos publicitários. Não se trata de dar-nos por satisfeitos, à moda de demonstrar um teorema e escrever “cqd”, como queríamos demonstrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seres humanos não atuam por motivos meramente racionais. Sem a teatralização que leve à emoção, a crítica – moralista ou outra qualquer– cai no vazio. Sem Roberto Jefferson não teria havido mensalão como fato político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Qual é a mensagem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por certo, os oposicionistas para serem ouvidos precisam ter o que dizer. Não basta criar um público, uma audiência e um estilo, o conteúdo da mensagem é fundamental. Qual é a mensagem? O maior equívoco das oposições, especialmente do PSDB, foi o de haver posto à margem as mensagens de modernização, de aggiornamento do País, e de clara defesa de uma sociedade democrática comprometida com causas universais, como os direitos humanos e a luta contra a opressão, mesmo quando esta vem mascarada de progressismo, apoiada em políticas de distribuição de rendas e de identificação das massas com o Chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas modernas sociedades democráticas, por outro lado, o Estado tanto mantém funções na regulação da economia como em sua indução, podendo chegar a exercer papel como investidor direto. Mas o que caracteriza o Estado em uma sociedade de massas madura é sua ação democratizadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governos devem tornar claros, transparentes, e o quanto possível imunes à corrupção, os mecanismos econômicos que cria para apoiar o desenvolvimento da economia. Um Estado moderno será julgado por sua eficiência para ampliar o acesso à educação, à saúde e à previdência social, bem como pela qualidade da segurança que oferece às pessoas.Cabe às oposições serem a vanguarda nas lutas por estes objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defender o papel crescente do Estado nas sociedades democráticas, inclusive em áreas produtivas, não é contraditório com a defesa da economia de mercado. Pelo contrário, é preciso que a oposição diga alto e bom som que os mecanismos de mercado, a competição, as regras jurídicas e a transparência das decisões são fundamentais para o Brasil se modernizar, crescer economicamente e se desenvolver como sociedade democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sociedade democrática amadurecida estará sempre comprometida com a defesa dos direitos humanos, com a ecologia e com o combate à miséria e às doenças, no país e em toda a parte. E compreende que a ação isolada do Estado, sem a participação da sociedade, inclusive dos setores produtivos privados, é insuficiente para gerar o bem-estar da população e oferecer bases sólidas para um desenvolvimento econômico sustentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de se aferrarem a esses valores e políticas que lhes eram próprios como ideologia e como prática, as oposições abriram espaço para que o lulopetismo ocupasse a cena da modernização econômica e social. Só que eles têm os pés de barro: a cada instante proclamam que as privatizações “do PSDB” foram contra a economia do País, embora comecem a fazer descaradamente concessões de serviços públicos nas estradas e nos aeroportos, como se não estivessem fazendo na prática o mea-culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe às oposições não apenas desmascarar o cinismo, mas, sobretudo, cobrar o atraso do País: onde está a infraestrutura que ficou bloqueada em seus avanços pelo temor de apelar à participação da iniciativa privada nos portos, nos aeroportos, na geração de energia e assim por diante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão caro já estamos pagando pela ineficiência de agências reguladoras entregues a sindicalistas “antiprivatizantes” ou a partidos clientelistas, como se tornou o PC d B, que além de vender benesses no ministério dos Esportes, embota a capacidade controladora da ANP, que deveria evitar que o monopólio voltasse por vias transversas e prejudicasse o futuro do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Oposição precisa vender o peixe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão novamente os céticos que nada disso interessa diretamente ao povo. Ora, depende de como a oposição venda o peixe. Se tomarmos como alvo, por exemplo, o atraso nas obras necessárias para a realização da Copa e especializarmos três ou quatro parlamentares ou técnicos para martelar no dia-a-dia, nos discursos e na internet, o quanto não se avança nestas áreas por causa do burocratismo, do clientelismo, da corrupção ou simplesmente da viseira ideológica que impede a competição construtiva entre os setores privados e destes com os monopólios, e se mostrarmos à população como ela está sendo diretamente prejudicada pelo estilo petista de política, criticamos este estilo de governar, suscitamos o interesse popular e ao mesmo tempo oferecemos alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida política tudo depende da capacidade de politizar o apelo e de dirigi-lo a quem possa ouvi-lo. Se gritarmos por todos os meios disponíveis que a dívida interna de R$ 1,69 trilhão (mostrando com exemplos ao que isto corresponde) é assustadora, que estamos pagando R$ 50 bilhões por ano para manter reservas elevadas em dólares, que pagamos a dívida (pequena) ao FMI sobre a qual incidiam juros moderados, trocando-a por dívidas em reais com juros enormes, se mostrarmos o quanto custa a cada contribuinte cada vez que o Tesouro transfere ao BNDES dinheiro que o governo não tem e por isso toma emprestado ao mercado pagando juros de 12% ao ano, para serem emprestados pelo BNDES a juros de 6% aos grandes empresários nacionais e estrangeiros, temos discurso para certas camadas da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este discurso deve desvendar, ao mesmo tempo, o porquê do governo assim proceder: está criando um bloco de poder capitalista-burocrático que sufoca as empresas médias e pequenas e concentra renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de política mostra descaso pelos interesses dos assalariados, dos pequenos produtores e profissionais liberais de tipo antigo e novo, setores que, em conjunto, custeiam as benesses concedidas ao grande capital com impostos que lhe são extraídos pelo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lulopetismo não está fortalecendo o capitalismo em uma sociedade democrática, mas sim o capitalismo monopolista e burocrático que fortalece privilégios e corporativismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com argumentos muito mais fracos o petismo acusou o governo do PSDB quando, em fase de indispensável ajuste econômico, aumentou a dívida interna (ou, melhor, reconheceu os “esqueletos” compostos por dívidas passadas) e usou recursos da privatização – todos contabilizados – para reduzir seu crescimento. A dívida pública consolidada do governo lulista foi muito maior do que a herdada por este do governo passado e, no entanto, a opinião pública não tomou conhecimento do fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As oposições não foram capazes de politizar a questão. E o que está acontecendo agora quando o governo discute substituir o fator previdenciário, recurso de que o governo do PSDB lançou mão para mitigar os efeitos da derrota sofrida para estabelecer uma idade mínima de aposentadoria? Propondo a troca do fator previdenciário pela definição de… uma idade mínima de aposentadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Petistas camaleões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os governistas são camaleões (ou, melhor, os petistas, pois boa parte dos governistas nem isso são: votavam com o governo no passado e continuam a votar hoje, como votarão amanhã, em vez de saudá-los porque se aproximam da racionalidade ou de votarmos contra esta mesma racionalidade, negando nossas crenças de ontem, devemos manter a coerência e denunciar as falsidades ideológicas e o estilo de política de mistificação dos fatos, tantas vezes sustentado pelo petismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São inumeráveis os exemplos sobre como manter princípios e atuar como uma oposição coerente. Mesmo na questão dos impostos, quando o PSDB e o DEM junto com o PPS ajudaram a derrubar a CPMF, mostraram que, coerentes, dispensaram aquele imposto porque ele já não era mais necessário, como ficou demonstrado pelo contínuo aumento da receita depois de sua supressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso continuar a fazer oposição à continuidade do aumento de impostos para custear a máquina público-partidária e o capitalismo burocrático dos novos dinossauros. É possível mostrar o quanto pesa no bolso do povo cada despesa feita para custear a máquina público-partidária e manter o capitalismo burocrático dos novos dinossauros. E para ser coerente, a oposição deve lutar desde já pela redução drástica do número de cargos em comissão, nomeados discricionariamente, bem como pelo estabelecimento de um número máximo de ministérios e secretarias especiais, para conter a fúria de apadrinhamento e de conchavos partidários à custa do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma: não há oposição sem “lado”. Mais do que ser de um partido, é preciso “tomar partido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que a sociedade civil faz nas mais distintas matérias. O que o PSDB pensa sobre liberdade e pluralidade religiosa? Como manter a independência do Estado laico e, ao mesmo tempo, prestigiar e respeitar as religiões que formam redes de coesão social, essenciais para a vida em sociedade? O que pensa o partido sobre o combate às drogas? É preciso ser claro e sincero: todas as drogas causam danos, embora de alcance diferente. Adianta botar na cadeia os drogados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sinceridade comove a população&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há casos nos quais a regulação vale mais que a proibição: veja-se o tabaco e o álcool, ambos extremadamente daninhos. São não apenas regulados em sua venda e uso (por exemplo, é proibido fumar em locais fechados ou beber depois de uma festa e guiar automóveis) como estigmatizados por campanhas publicitárias, pela ação de governos e das famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria o caso de fazer a mesma coisa com a maconha, embora não com as demais drogas muito mais danosas, e concentrar o fogo policial no combate aos traficantes das drogas pesadas e de armas? Se disso ainda não estivermos convencidos, pelo menos não fujamos à discussão, que já corre solta na sociedade. Sejamos sinceros: é a sinceridade que comove a população e não a hipocrisia que pretende não ver o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a regra é ser sincero, por que temer ir fundo e avaliar o que nós próprios fizemos no passado, acreditando estar certos, e que continua sendo feito, mas que requer uma revisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tome-se o exemplo da reforma agrária e dos programas de incentivo à economia familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos nós do PSDB que recriamos o Ministério da Reforma Agrária e, pela primeira vez, criamos um mecanismo de financiamento da agricultura familiar, o Pronaf. Nenhum governo fez mais em matéria de acesso à terra do que o do PSDB quando a pasta da Reforma era dirigida por um membro do PPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não terá chegado a hora de avaliar os resultados? O Pronaf não estará se transformando em mecanismo de perpétua renovação de dívidas, como os grandes agricultores faziam no passado com suas dívidas no Banco do Brasil? Qual é o balanço dos resultados da reforma agrária? E as acusações de “aparelhamento” da burocracia pelo PT e pelo MST são de fato verdadeiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem que a oposição afirme precipitadamente que tudo isso vai mal – o que pode não ser correto – não pode temer buscar a verdade dos fatos, avaliar, julgar e criticar para corrigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe matéria em abundância para manter os princípios e para ir fundo nas críticas sem temer a acusação injusta de que se está defendendo “a elite”. Mas política não é tese universitária. É preciso estabelecer uma agenda. Geralmente esta é dada pelo governo. Ainda assim, usemo-la para concentrar esforços e dar foco, repetição e persistência à ação oposicionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos um exemplo, o da reforma política, tema que o governo afirma estar disposto a discutir. Pois bem, o PSDB tem posição firmada na matéria: é favorável ao voto distrital (misto ou puro, ainda é questão indefinida). Se é assim, por que não recusar de plano a proposta da “lista fechada”, que reforça a burocracia partidária, não diminui o personalismo (ou alguém duvida que se pedirão votos para a lista “do Lula”?) e separa mais ainda o eleitor dos representantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Compromisso com o voto digital&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso afincar uma posição de intransigência: mantenhamos o compromisso com o voto distrital, façamos a pregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não dispusermos de forças para que nossa tese ganhe, aceitemos apenas os melhoramentos óbvios no sistema atual: cláusula de desempenho (ou de barreira), proibição de coligações nas eleições proporcionais e regras de fidelidade partidária, ainda que para algumas destas medidas seja necessário mudança constitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixemos para outra oportunidade a discussão sobre financiamento público das campanhas, pois sem a distritalização o custo para o contribuinte será enorme e não se impedirá o financiamento em “caixa preta” nem o abuso do poder econômico. Mas denunciemos o quanto de antidemocrático existe no voto em listas fechadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma: não será esta uma boa agenda para a oposição firmar identidade, contrapor-se à tendência petista de tudo burocratizar e, ao mesmo tempo, não se encerrar em um puro negativismo aceitando modificações sensatas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, retomando o que disse acima sobre o “triunfo do capitalismo”. O governo do PT e o próprio partido embarcaram, sem dizer, na adoração do bezerro de ouro. Mas, marcados pelos cacoetes do passado, não perceberam que o novo na fase contemporânea do capitalismo não é apenas a acumulação e o crescimento da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes temas que se estão desenhando são outros e têm a ver com o interesse coletivo: como expandir a economia sem destroçar o meio ambiente, como assegurar direitos aos destituídos deles, não só pela obreza, mas pelas injustiças (desigualdades de gênero, de raça, de acesso à cultura)? Persistem preocupações antigas: como preservar a Paz em um mundo no qual há quem disponha da bomba nuclear?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta pela desnuclearização tem a ver com o sentido de um capitalismo cuja forma “selvagem” a sociedade democrática não aceita mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova postura é óbvia no caso da ecologia, pois o natural egoísmo dos Estados, na formulação clássica, se choca com a tese primeira, a da perpetuação da vida humana. O terror atômico e o aquecimento global põem por terra visões fincadas no terreno do nacional-estatismo arcaico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um nacionalismo de novo tipo, democrático, aberto aos desafios do mundo e integrado nele, mas alerta aos interesses nacionais e populares. Convém redefinir, portanto, a noção do interesse nacional, mantendo-o persistente e alerta no que é próprio aos interesses do País, mas compatibilizando-o com os interesses da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas formulações podem parecer abstratas, embora se traduzam no dia-a-dia: no Brasil, ninguém discute sobre qual o melhor modo de nossa presença no mundo: será pelo velho caminho armamentista, nuclearizando-nos, ou nossas imensas vantagens comparativas em outras áreas, entre elas as do chamado soft power, podem primar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, nossa “plasticidade cultural mestiça”, a aceitação das diferenças raciais – sem que se neguem e combatam as desigualdades e preconceitos ainda existentes – não são um ganho em um mundo multipolar e multicultural? E a disponibilidade de uma matriz energética limpa, sem exageros de muitas usinas atômicas (sempre perigosas), bem como os avanços na tecnologia do etanol, não nos dão vantagens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não discutir, a partir daí, o ritmo em que exploraremos o pré-sal e as obscuras razões para a “estatização do risco e divisão do lucro” entre a Petrobras e as multinacionais por meio do sistema de partilha? São questões que não exploramos devidamente, ou cujas decisões estão longe de ser claramente compatíveis com o interesse nacional de longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Falta de estratégia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, falta-nos estratégia. Estratégia não é plano de ação: é o peso relativo que se dá às questões desafiadoras do futuro somado à definição de como as abordaremos. Que faremos neste novo mundo para competir com a China, com os Estados Unidos ou com quem mais seja? Como jogar com nossos recursos naturais (petróleo à frente) como fator de sucesso e poder sem sermos amanhã surpreendidos pelo predomínio de outras fontes de energia? E, acima de tudo, como transformar em políticas o anseio por uma “revolução educacional” que dê lugar à criatividade, à invenção e aos avanços das tecnologias do futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China, ao que parece, aprendeu as lições da última crise e está apostando na inovação, preparando-se para substituir as fontes tradicionais de energia, sobretudo o petróleo, de que não dispõe em quantidade suficiente para seu consumo crescente. E os próprios Estados Unidos, embora atônitos com os erros acumulados desde a gestão Bush, parecem capazes de continuar inovando, se conseguirem sair depressa da crise financeira que os engolfou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo isso o PT e seus governos falam, mas em ziguezague. As amarras a uma visão oposta, vinda de seu passado recente, os inibem para avançar mais. Não é hora das oposições serem mais afirmativas? E se por acaso, como insinuei no início deste artigo, houver divisões no próprio campo do petismo por causa da visão canhestra de muitos setores que apoiam o governo e de suas necessidades práticas o levarem a direções menos dogmáticas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, embora seja cedo para especular, terá a oposição inteireza e capacidade política para aproveitar as circunstâncias e acelerar a desagregação do antigo e apostar no novo, no fortalecimento de uma sociedade mais madura e democrática?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se quem pensar que basta manter a economia crescendo e oferecer ao povo a imagem de uma sociedade com mobilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta, ao ocorrer, aumenta as demandas tanto em termos práticos, de salários e condições de vida, como culturais. Em um mundo interconectado pelos modernos meios de comunicação o cidadão comum deseja saber mais, participar mais e avaliar por si se de fato as diferenças econômicas e sociais estão diminuindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem, entretanto, uma oposição que se oponha ao triunfalismo lulista, que coroa a alienação capitalista, desmistificando tudo o que seja mera justificativa publicitária do poder e chamando a atenção para os valores fundamentais da vida em uma sociedade democrática, só ocorrerão mudanças nas piores condições: quando a fagulha de alguma insatisfação produzir um curto-circuito. Mesmo este adiantará pouco se não houver à disposição uma alternativa viável de poder, um caminho preparado por lideranças nas quais a população confie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo contemporâneo este caminho não se constrói apenas por partidos políticos, nem se limita ao jogo institucional. Ele brota também da sociedade, de seus blogs, twitters, redes sociais, da mídia, das organizações da sociedade civil, enfim, é um processo coletivo. Não existe apenas uma oposição, a da arena institucional; existem vários focos de oposição, nas várias dimensões da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reitero: se as oposições institucionais não forem capazes de se ligar mais diretamente aos movimentos da vida, que pelo menos os ouçam e não tenham a pretensão de imaginar que pelo jogo congressual isolado alcançarão resultados significativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vários focos de insatisfação social, por sua vez, também podem se perder em demandas específicas a serem atendidas fragmentariamente pelo governo se não encontrarem canais institucionais que expressem sua vontade maior de transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As oposições políticas, por fim, se nada ou pouco tiverem a ver com as múltiplas demandas do cotidiano, como acumularão forças para ganhar a sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fonte: O artigo de FHC será publicado na revista Interesse Nacional nesta quinta e foi antecipado pelo blog do Noblat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República (1995-2003) e é presidente de honra do PSDB  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7696843936805637585-5779325013020951703?l=taisonsutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taisonsutil.blogspot.com/feeds/5779325013020951703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/04/o-papel-da-oposicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/5779325013020951703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7696843936805637585/posts/default/5779325013020951703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taisonsutil.blogspot.com/2011/04/o-papel-da-oposicao.html' title='O Papel da Oposição'/><author><name>Taison Willian Sutil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03663828241323799412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-hrtHHxIuOMA/Tfv-9QUC-nI/AAAAAAAAAEs/Mfqh3yX3CtI/s220/Conseg2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uSln9qnGGgE/TahQYAv9-DI/AAAAAAAAADo/NhVijvbjH1Y/s72-c/fhc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
